Há algo de errado com essa sociedade. Por que temos que tentar sentir o mínimo possível para não afugentar ninguém? Se não for assim, o que acontece então?
Todos concordamos que nada é mais como antes; a tecnologia, apesar de a usarmos para conversar com pessoas que estão muito distantes, também nos faz sentir isolados.Ninguém mais valoriza uma carta escrita à mão, uma confissão sincera dos nossos sentimentos; por mais que tentemos agradar alguém, o máximo que conseguimos é um emoji e uma foto de cartão postal pelo chat.
Sou só eu que sinto falta do valor das coisas como eram antes? Talvez o que é brega e romântico esteja subestimado, mas, para mim, tudo o que tem a ver com amor nunca vai deixar de ter valor. As cartas, os mimos, os jantares especiais, uma mensagem de bom dia, um “Você já comeu?”, “Você está bem?” ou um “Me avisa quando chegar”.
Demonstrar interesse pelos outros não é fraqueza. Não é fraqueza confessar que se está apaixonado, mesmo que a outra pessoa não sinta o mesmo; as pessoas diriam “Se você disser o que sente, não tem nada a perder”, mas justamente essa outra pessoa se assusta e sai correndo para se esconder. Ela se perde. Então a gente percebe que, afinal, tinha algo a perder. O que se passa na mente dessa outra pessoa?